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Opinião
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Vamos a votos

Dos objectivos da Revolução de Abril pouco nos ficou para além do jogo da democracia, mais ou menos aos solavancos. Desta só a capacidade de escolher os nossos representantes nas estruturas do poder autárquico se mantém como um forte fórum de afirmação cívica dos anseios das populações.

26-09-2013 | António Fialho

É consolador ver o empenho e a dedicação dos oito candidatos à presidência da autarquia da Nazaré, a distribuir propaganda, a abanar o fogareiro das sardinhas, a espreitar-nos a cada esquina, saídos dos cartazes, empertigados ou em descanso, sisudos ou quase sorridentes.
Olham para nós piedosamente a pedir-nos o voto no próximo dia 29.
E há cartazes pobres e ricos, com um só candidato aos órgãos autárquicos, com dois e com três e com muitos, como nas fotografias dos casamentos, a muitas cores e a poucas.
E nós paramos a olhá-los nos olhos, como de resto eles nos olham a nós, e perguntamo-nos, sem obter resposta, o que os fará correr para um lugar de tamanha responsabilidade e de difícil gestão e, ao que se diz por aí, de dívida estratosférica?
E pensamos que são imensamente corajosos, impiedosamente dedicados à causa comum, que são solidários até à medula, e que o seu esforço visa uma Nazaré melhor e mais feliz, para todos e com todos, como é dito. E fechamos os olhos pudicamente, sorrindo ao de leve e duvidando dos nossos maus pensamentos.
E nos oito candidatos há representantes dos partidos políticos que tiveram responsabilidades na governação do país nos últimos 37 anos, que na iminência do precipício financeiro nacional, chamaram o garrote do FMI ou o triunvirato banqueiro por três vezes, que conseguiram acabar com a indústria, com a pesca, a construção naval, que querem fazer da saúde um bem de luxo e de excepção, um bom negócios para alguns. E que são os responsáveis pelo imenso flagelo das falências dos comerciantes e dos industriais, pelo desemprego que alastra como azeite em papel pardo, o miserável roubo das pensões e das reformas, o ataque cobarde aos funcionários públicos na falsa perspectiva cristã de nivelar por baixo. A nós cidadãos de Portugal a quem prometeram que iríamos ser tão bem pagos no trabalho como os nossos irmãos europeus.
Em contrapartida temos o Centro Cultural de Belém e inúteis estádios de futebol, parcerias público-privadas que nos vão sugar o sangue, o nosso, o dos filhos e talvez até dos netos, nos próximos quarenta anos, e auto-estradas, muitas auto-estradas, ao lado umas das outras e todas caras, e submarinos sumptuosos e inúteis, muito caros, tudo negócios escuros e de luvas intocáveis, de que aproveitaram alguns chicos-espertos, os bancos e alguns banqueiros e, claro, os políticos amigos dos banqueiros.
Depois inventaram que tínhamos vivido acima das nossas possibilidades!...
Nos oito candidatos há quem assobie para o lado mas também há representantes de pequenos mas aguerridos partidos, com poucos meios mas muita vontade de alterar este ciclo de miséria e desigualdade, de doença, de empobrecimento compulsivo, de desemprego e de fome generalizada, a que as estruturas sociais das ONG não conseguem já dar resposta.
E há também candidatos independentes, uns mais independentes que outros, geralmente em litígio ou contradição com as estruturas partidárias ou que delas não tiveram o apoio que esperavam, por vezes contra a corrente, que não se revêem nas premissas nem na doutrina alinhada, que coraram de vergonha com as soluções e a corrupção que presenciaram que, acreditamos, querem também um mundo mais justo e solidário.
O leque de escolhas deste caleidoscópio de cores/candidatos é vasto, mas afirmar a nossa vontade na mesa de voto é um compromisso cívico inalienável, quase tudo o que nos resta do esquecido Abril, e que convém não desbaratar.
Vamos a votos!...
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